sábado, 21 de fevereiro de 2015

O discipulado de Jesus.

 Em seu discipulado, Jesus trabalhou o coração de seus seguidores ao invés de buscar a supremacia. Simplesmente os chamou de amigos, nivelando assim o relacionamento. Ofereceu a possibilidade de crescimento moral, intelectual e, acima de tudo, espiritual para, quando necessário fosse, se tornarem seus próprios substitutos (João 15:13-14), 

            O discipulado determinado por Jesus transformou homens de dentro para fora afim de que esses transformassem o mundo a partir de suas experiências pessoais com Deus. Os homens que, com idealismo, convicção, fé e autoridade deveriam estabelecer a igreja que é a representação do reino de Deus na face terra.

            O discipulado determinado por Jesus não mudou. Quem mudou fomos nós que perdemos a visão do verdadeiro discipulado. No verdadeiro, a ênfase repousa em fazer conhecido o amor de Deus pela pregação da fé em Cristo para salvação e ênfase na ação do Espírito Santo, sarando as frustrações da vida humana, gerando esperança e motivação na vida daqueles que são chamados para serem cidadãos do reino de  Deus.  Esse é o discipulado determinado por Jesus

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Sonhos que nunca deveria ter sonhado, hoje sonhos abortados.


Olá pessoal abençoado hoje quero falar de algo especial: SONHOS, lembro-me que Nasci, cresci e de uma grande gaveta me apossei, nela mil sonhos coloquei e ai você perguntaria quais sonhos; Sonhos de menino... Sonhos de mocinho... Sonhos da maturidade. Então foi assim, na melhor idade cheguei! Nesse caminhar, pesadelos  eu também tive, acordando assustado posso dizer que cai... levantei... recomecei...

Sonhos sonhados em dias passados, um a um foram abortados e a desesperança em mim se instalou lembra da gaveta pois é pouco a pouco se esvaziou!

Sonhos... Expectativas criadas, não realizadas, hoje posso ver, meu coração despedaçou!

Agora durmo não sonho e Agora acordo sem medo, pois Sem sonhos em vivo, desilusão desejada, por ter certeza autoconsciente, EU SOU, pois hoje me ensinaram isso!

Mais a sonhos que nunca vão ser abortados, são aqueles que Deus sonho conosco.... Amém.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013


E seremos a geração que...
morreu sem realizar o que queimava no coração dela.


“E seremos a geração que dança. E seremos a geração que canta.” E daí? Grande coisa. Vamos ser honestos, quem sonhava com isso. Eu não. Sei lá, mas eu sonhava com algo tipo missões, ganhar almas, marcar minha geração, morrer pelo evangelho. Pode me chamar de José se quiser, o sonhador, não me importo, pois não coloco muito valor na palavra, ou melhor, critica de alguém que depois de muitos anos ainda está tentando pular como um coelho nas conferências realizando seu sonho de ser a geração que canta e dança. Deus me livre!


Eu acho que a coisa que mais me irrita hoje, além do lixo sendo pregado nos púlpitos, é que foi isso que nós vendemos para uma geração; uma geração que está agora casada, barriguda, e que nem dança mais, pois tem medo de enfartar. Caraca, o que aconteceu? Onde nós erramos? Era tanto potencial e disposição e agora é “comunhão na casa de Fulano”.

Quando era para nós enviarmos eles, nós seguramos, pois queríamos o grupo maior da cidade.
Eles queriam ser missionários, então ensinávamos umas peças, pintaram seus rostos e os levaram para a praça mais perto para que pudessem ser completamente humilhados e nunca falar de missões de novo. Só pra saber, “Aquilo era missões?”.


E agora tem entrado uma nova geração e nós estamos cometendo os mesmos erros e pecados. Quando olhamos para os jovens da igreja, é obvio que temos falhado em capturar seus corações e imaginações. Nós temos falhado em dar a eles uma razão de viver, uma causa pelo que dar as suas vidas. Nós temos falhado em mostrar algo a eles tão importante que vale a pena morrer por ele.


Quando você olha nos seus olhos não há fogo, não há vida. Vida para eles é quatro horas na frente do computador batendo papo com seus amigos virtuais. Mas eles não têm nada que queima no coração deles, que faz eles sair da cama na manha, que possuí eles. Eles não têm nada pra que viver e bem menos nada pelo que morrer.


Nós falávamos para eles que Deus queria os usar e depois os fechamos em prédios com bandas, pizza e luzes coloridas para gastar a noite dançando e cantando enquanto o mundo lá fora está passando fome, morrendo e indo para inferno. Será que é isso que estávamos referindo quando falávamos que “Deus quer os usar”? Será que não tem mais? E se eles mostram uma preocupação com aqueles fora da “terra protegida”, nós falamos que não são preparados, que sua hora vai chegar. Por enquanto, é festa e alegria. Pegue mais um pedaço de pizza.


Nós falávamos para eles que podiam mudar o mundo enquanto eles nem sabem como mudar as suas próprias vidas. E em vez de confrontar eles na maneira que vive e seus valores, nós mudamos a estrutura da igreja para acomodar eles. Nós criamos “namoro santo” e colocamos “play stations” na sala de oração. Mas, não muito tempo depois, a nossa estrutura não os satisfazia mais. Em vez de treinar eles, nós temos entretido eles. Em vez de desafiar eles, acomodávamos e acabávamos frustrando e perdendo eles, pois a verdade é que não era isso que eles queriam.


Cada geração precisa de uma bandeira pra levantar, uma causa pra abraçar, algo para dar as suas vidas, mas em algum lugar no caminho somente Jesus e salvação não passaram de ser suficientes. Somente alcançando os perdidos parecia de ser algo comum demais. Então, nós começamos falar em milagres e mortos ressuscitando. Nós tentamos criar coisas melhores mais barulhentas, mais animadas, projetos que iam no fim fazer nada mais do que ocupar seu tempo e os fazer pensar que estavam fazendo algo enquanto não estavam realizando nada. Nós críamos uma geração que canta e dança, mas não faz nada mais do que isso, e eles sabem disso. Ninguém foi enganado e eles ainda estão tentando se descobrir e achar seu propósito, sua razão de viver, e morrer.


Preguiçoso, desinteressado, não produtivo: termos que muito bem podem ser usados para descrever essa geração que uma vez tinha esperança em ser usada e marcar o mundo. Mas, por quê? Por que nós não demos nada pra eles fazerem de verdade. E vamos ser honestos, esperando é ruim. É agora ou nunca. Nós os desafiamos agora, nós os treinamos agora, nós investimos neles agora, ou nós os perdemos para sempre.


• 75% dessa geração estão deixando a igreja para não voltar mais.


Considere isso uma carta de um velho que chora para a juventude, que lamenta tanto potencial perdido, que quer pedir seu perdão.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Discipulado na Igreja em Células

Para falar sobre a igreja em células e o fazer  discípulos, permita-me usar o exemplo da igreja primitiva que se reunia em Jerusalém durante o primeiro século (Atos 2.42-46). Essa igreja tinha dois tipos de reunião: nas casas e no templo. 
Isto é, uma reunião pequena onde os discípulos exerciam seus dons e uma reunião maior onde eles celebravam e proclamavam sua fé. A dedicação a esses dois tipos de reunião produz fé, amor e uma forte fundamentação doutrinária. Vários daqueles primeiros cristãos se tornaram líderes da igreja primitiva. Deus desenvolveu um grupo deles para servir a comida que era distribuída. A combinação dos dois tipos de reunião desenvolveu discípulos fortes que se tornaram pregadores fiéis. Por exemplo, Estêvão proclamou as Escrituras de tal forma que os lideres religiosos não puderam contradizê-lo e terminaram por martirizá-lo. 

Felipe também se tornou um poderoso evangelista que revolucionou Samaria com a mensagem do evangelho. E pensar que os apóstolos imaginaram que eles só serviriam as mesas! Os discípulos desenvolvidos por meio da igreja de duas asas produzem outros discípulos que farão o mesmo hoje.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Geração em Crise


Nesta semana fui surpreendido com uma declaração de um jovem em potencial,  vivendo em crise com seus sentimentos e pedi a ele a autorização para publicar aqui. isso mostra que todos nós somos passivos de enfrentar crises o que é louva-viu é saber e aceitar a realidade que estamos em crise e como sair dela, então fica a dica a você caro leitor.


"Eu faço escolhas erradas, cometo erros, magoou algumas pessoas e sou magoada varias vezes. Mas sou apenas um humano, todos cometem erros e aprendem com seus erros. Às vezes apaixonar-se é um erro, ás vezes chorar é um erro, às vezes insistir em um amor que não tem como dar certo é um erro, mas mesmo sabendo que é um erro, eu continuo tentando e tentando, errando até acertar e por fim, deixando de errar".

Para você amigo!

Então aqui foi o resumo da minha orientação um pouco humanista rsrs para melhor compreensão.

"Lembro-me que nunca fui bom em escolhas. Na escola eu escolhia meu caderno pela capa, mas odiava as folhas pautadas em azul, pois sempre gostei de folhas pautadas em preto. Logo, eu tinha que comprar um novo caderno, com folhas pautadas do jeito que eu gosto, e fazer uma montagem com fotos de revista, colando com cola bastão. Depois era só finalizar com papel contact, e tava lindo, mas não do jeito que eu queria, com a capa pronta do desenho da moda e as benditas folhas pautadas em preto.

Foi aí que eu descobri que nunca fui bom em escolhas. Por mais que eu ficasse horas decidindo, sempre saia alguma coisa errada. Nunca soube escolher lugar na escola. Sempre sentava na frente e era odiado apenas por este fato. No fim do ano eu já tinha virado monitor da sala e orador da turma, quando na verdade eu só queria um coleguinha pra brigar por ter tomado o meu Toddynho.

Nunca soube escolher amigos. Já andei por anos com as meninas de óculos fundo de garrafa, saia comprida e rabo de cavalo, mas o papo sobre ditongos e as discussões sobre Baskhara nunca foram interessantes pra mim. Eu gostava do grupo dos encrenqueiros e populares, e assim sendo, um dia fiz parte da turma. No fim, eu só me envolvi em confusões que não eram minhas, como xingar a mãe da professora e empurrar um grupo de CDFs da escada.

Nunca soube fazer escolhas, mas aprendi a me conformar com as erradas.

Vou morrer sem saber fazer escolhas, mas pelo menos aprendi a queimar meus cadernos antigos, a empurrar a carteira pro meio da sala e esnobar os encrenqueiros sem perspectiva de vida".

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Verdadeiros Sacerdotes


VERSÍCULO:
Os sacerdotes e os levitas se purificaram cerimonialmente, e depois purificaram também o povo, as portas e os muros.  (Neemias 12:30)

PENSAMENTO:
Deus colocou cada um de nós num circulo de influencia. Antes de tentarmos “limpar” as pessoas ao nosso redor, vamos primeiro nos oferecer a Deus para sermos consagrados e purificados por sua graça. Depois, vamos viver de tal forma que mostramos o impacto daquela santidade nas nossas vidas. Jesus disse que devemos tirar a tora do nosso próprio olho antes de tentar limpar o olho de outra pessoa. Para líderes em qualquer nível, uma “vida santa” é essencial antes de chamar outros à santidade! As maiores renovações espirituais começam quando lideres primeiro se consagram perante Deus e sua obra.

ORAÇÃO:
Ó Pai no céu, perdoe-me pelos meus pecados. Eu quero ser puro e santo, purificado pelo seu Espírito e perdoado pela sua graça. Por favor, abençoe-me na minha busca de viver uma vida santa perante aqueles no meu circulo de influência. Eu preciso da sua ajuda poderosa para ser o exemplo e pessoa de caráter que o Senhor quer que eu seja, e que meus amigos precisam que eu seja. Peço isso no nome de Jesus. Amém.







Venha você que tem um chamado de Deus pra ser um líder em potencial a participar do curso de lideres ministerial, ministrado na Igreja Batista Nova Vida em Santa Efigênia  telefone pra contato: (98) 88991815 Pr. Wllace Eduardo.

A INTIMIDADE COM DEUS


Quanto mais próximos de Deus, mais ele vai mudar nossas vidas! A mudança em nossas vidas, na vida no “nascido de novo”, deve ser uma realidade. Quando nos convertemos na direção de Cristo, de um relacionamento com Ele, nossa vida sofre uma mudança. Não tem jeito. Não existe conversão sem mudança de vida. Aquilo que idealizávamos ser antes de Cristo entrar na nossa vida é alterado no momento da conversão, pois neste dia, em que entregamos nossas vidas ao senhorio de Jesus, passamos a idealizar um André semelhante a Cristo, o João semelhante a Cristo, a Maria semelhante a Cristo. Existe uma mudança de mente. E esta mudança de perspectiva, nos leva a ter atitudes diferentes. Se esta mudança não é clara em você, com certeza existe algo de errado.
A partir do momento em que começamos a correr a corrida que nos é proposta, que passamos a nos relacionar com Deus, quando o pecado volta a fazer parte da nossa vida, passamos a ter um obstáculo em nosso relacionamento com Deus. O pecado mina nossas vidas, nos traz culpa, nos traz vergonha, nos traz um sentimento amargo. E neste momento de derrota e tristeza, a “nova criatura” percebe que ofendeu a Deus e que a relação com Ele foi afetada. O pecado nos separa Dele, pois Nele não há comunhão com o pecado. Neste momento o que nos resta é se humilhar diante Dele novamente, tomar posse do sangue de Cristo sobre as nossas vidas e receber o perdão pela graça de Deus. O arrependimento é essencial para termos um relacionamento íntimo com Ele.
João vai dizer em 1 João 5:18 que “aquele que é de Deus não peca” e também em 1 João 2:1 que “se alguém pecar existe um Advogado para nos perdoar”. Algo muito claro nos textos de João é que o pecado na vida daqueles que se relacionam com Deus é a exceção e não a regra. Quando o pecado se torna comum em nossa vida, quando o pecado não abala nosso relacionamento com Deus, é provável que este relacionamento já nem exista ou talvez nunca chegou a existir. Quando o pecado chega ao ponto de não nos abalar, é porque chegamos ao ponto da Palavra de Deus não ser, definitivamente, a realidade das nossas vidas.
Algo que tem afetado esta geração é se conformar com a ideia de pecar e achar que está tudo bem, se apropriando da graça de uma maneira completamente equivocada, como uma muleta. Se vivemos achando que mais pecado aqui ou ali, que do jeito que está “da para levar”, pois a graça de Deus me perdoa, tenho uma péssima notícia. Este tipo de mentalidade não é incentivado em nenhum lugar das Escrituras e não é compatível com um cidadão do Reino. Em todos os instantes somos exortados a sermos santos como Ele é, a sermos irrepreensíveis como Ele é, a caminharmos em um caminho que nos leva a ser homens perfeitos, semelhante a Cristo.
Pedro, no final de sua segunda epístola cita as cartas de Paulo (que tratam muito sobre a graça), dizendo que os ignorantes e instáveis torcem as palavras de Paulo e também de toda a Escritura para própria destruição. No versículo 14 do capítulo 3 de 2Pedro, entretanto, é dito: “para serem encontrados em paz, imaculados e inculpáveis”. Paulo diz que onde abundou o pecado superabundou a graça e continua com a pergunta: “continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma!”. Hebreus 10:19-31 também nos traz um clara ideia da perspectiva bíblica acerca de como o pecado deve ser encarado pela nova criatura.
1 Pedro 1:16 - pois está escrito: “Sejam santos, porque eu sou santo”

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Corpos Básicos de Cristo

Paulo escreve (Fp 2.5): "Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha". Ele escreveu isso da cela de uma prisão. Preocupado com o bem-estar dos crentes de Filipos, ele diz que está enviando Timóteo para ver como estão.

Então ele diz (2.20): "Pois Timóteo é o único que se preocupa com vocês como eu me preocupo e é o único que, de fato, se interessa pelo bem-estar de vocês". E acrescenta (v.21): "Pois todos os outros se preocupam com os seus próprios interesses e não com os de Jesus Cristo".
Creio que hesitamos em dar à célula o nome de "Corpo Básico de Cristo" porque estamos agora na terceira geração, receosos de fazer novos ajustes em estruturas que se tornaram confortáveis. Mas nós não temos a "mente de Cristo".

Não estamos experimentando o testemunho da conclusão mostrada em 1Co 14.24,25, na qual a observação de um grupo faz com que a presença e o propósito Dele sejam expostos de tal maneira que incrédulos visitantes exclamem prostrados: "Deus está entre vocês!"

Quando decidimos chamar a célula por seu nome bíblico, "Corpo de Cristo" ("Agora vocês são o corpo de Cristo!"), temos de começar a funcionar em um nível sobrenatural.
Para a igreja atual, isso não é "normal". Então nós funcionamos em células que não são "normais", que não têm "a mente de Cristo" e não dão atenção ao seu papel, que é serem canais para que Ele revele Sua presença. Oikonomos e Oikodomeo ainda são palavras teóricas para as células.

Vamos encarar o fato: relutamos em renomear "Grupos Vida" e chamá-los de "Corpos de Cristo" porque não sabemos como funcionar no novo termo sem nos sentirmos embaraçados. Ter a "mente de Cristo" significa que Ele está no controle da vida e atividade do corpo. E se nós encalhamos e tememos fazer a mudança para o próximo patamar, estamos na verdade evitando ter "a mente de Cristo". Grupos de Comunhão distam um reino inteiro de Grupos de Seguidores.

Oikós Latino se reúne na Expolit

Nos dias 13 a 18 de maio, aconteceu em Miami (EUA) a 10ª Expolit, uma feira internacional voltada ao público cristão com seminários, workshops, exposições de editoras de materiais diversos e concertos em geral.

Neste ano, Pr. Roberto Lay, Dr. Ralph Neighbour, Bill Beckham, Mario Vega e Joel Comiskey foram convidados para dar palestras e também debater a respeito do crescimento mundial de igrejas em células.

Segundo Pr. Roberto, que falou sobre a transição de igreja convencional à igreja celular, cerca de 10 mil pessoas participaram diariamente da Expolit. "Esta foi a primeira vez que se tratou do tema células na Expolit", completou Pr. Roberto.
Ainda segundo Lay, aconteciam paralelamente 30 seminários, e suas apresentações tinham uma média de 50 pessoas presentes todos os dias.

"As igrejas estão vendo que células não são mais um programa, mas um sistema que contempla cuidado, pastoreio, discipulado e evangelismo", disse ele, e acrescentou: "As igrejas precisam voltar ao movimento de resgate do ser humano".
Para Lay, existem dois tipos de igrejas, uma denominada "MONUMENTO" e a chamada "MOVIMENTO", ou seja, na Monumento, usam-se os recursos para a manutenção e preservação da igreja. Nesse caso, a igreja tem uma característica "estática" e sempre voltada ao passado.

Já na igreja "Movimento", Pr. Roberto explica que sua característica é a dinâmica, isto é, usa seus recursos para a expansão da Igreja de Cristo. Segundo ele, é para esse conceito que as igrejas precisam retornar.

Voltando à Expolit, Pr. Roberto lembrou que foi debatido com o grupo Oikós Latino (que é formado por líderes ligados à visão celular, como Dr. Ralph, Bill Beckham, Mario Veja, Joel Comiskey e ele próprio), onde se decidiu lançar na próxima edição da feira uma Bíblia com comentários e notas chamando a atenção e ressaltando os valores da vida em comunidade, ou seja, a vida em células. "Se não a lançarmos no ano que vem, pelo menos devemos levar a ideia já mais amadurecida à Expolit 2011", completou.

Roberto Lay destaca que o Oikós Latino tem como propósito ajudar pastores e igrejas da América Latina que tiverem interesse em fazer a transição para o modelo celular. Mais informações podem ser obtidas no site www.oikoslatino.org .
Após a Expolit, o Pr. Roberto foi ministrar em uma igreja Batista em Dallas, no Texas. Essa igreja é pastoreada por Bob Roberts, que convidou o pastor Roberto para falar sobre a transição e instruir a liderança local. "Eles ficaram convencidos da importância de fazer a transição dos "Pequenos Grupos" para "Células", ressaltou Roberto.

Roberto Lay esclarece que os chamados "Pequenos Grupos" possuem objetivos diversos, enquanto que nas células enfoca-se o viver na presença e poder do Espírito com um propósito especifico.

Por fim, Pr. Roberto destacou de forma descontraída a ação de Deus nessa sua visita à igreja em Dallas. Isso porque, ele foi convidado a sair do Brasil e ir até os Estados Unidos para falar sobre a transição de igreja convencional para celular. O detalhe disso tudo é que essa igreja está a menos de 300 quilômetros de onde tudo começou, ou seja, de Houston, onde vive Dr. Ralph Neighbour. "Nosso Jesus é cômico", concluiu.

extraído do site: http://www.celulas.com.br/

segunda-feira, 19 de abril de 2010

CRISTÃOS SÃO EXPULSOS DE COMUNIDADE POR NÃO PARTICIPAR DE RITUAIS

MÉXICO – No mês passado, líderes “católicos tradicionalistas” expulsaram 57 cristãos evangélicos de cidades em dois estados por se recusarem a participar de seus festivais religiosos.

Líderes do catolicismo tradicionalista, uma mistura de catolicismo romano e rituais nativos, expulsaram 32 cristãos em uma vila no estado de Hidalgo e outros 25 de uma cidade em Oaxaca. Nos dois casos, os evangélicos foram retirados de suas propriedades por se recusarem a participar de festivais de embriaguez e adoração a ícones católicos.

Centenas de cristãos evangélicos de seis estados do México organizaram uma caravana no dia 10 de agosto em favor dos 32 evangélicos de Los Parajes, que foram violentamente retirados de suas casas quando católicos tradicionalistas os agrediram com facas e cordas. Eles foram forçados a deixar para trás 121 acres de terra, com plantações, gado e propriedades.

Os 32 cristãos do estado de Hidalgo, norte da Cidade do México, dizem que perderam colheitas inteiras de milho e gergelim, e estão perdendo a estação para plantar jicama.

Ônibus e carros preparados para a caravana se encontraram ao meio-dia na cidade de Tantoyuca, prosseguindo juntos até Huejutla, onde deixaram os veículos e continuaram a pé até a praça central, carregando a bandeira mexicana, uma bandeira cristã e cartazes com mensagens de amor e apoio. O pastor Carlos Del Angel, de Cerro Azul, organizou o protesto, com os manifestantes levando roupa e comida para as vítimas.

Um dos líderes expulsos, Enrique García, disse ao jornal Milenio Hidalgo que as autoridades locais e estaduais deveriam respeitar os direitos daqueles que foram expulsos.

“Parece impossível para mim que, uma vez provado que nós, evangélicos, cumprimos com nossas obrigações com a cidade, mesmo assim, devemos ser expulsos”, afirma García. “Eu creio que cerca de 70% da população de Los Parajes está aberta para nosso retorno.”

Em fevereiro, os cristãos haviam chegado a um acordo com a comunidade, que permitia que eles escolhessem seguir a religião que preferissem, mas quando Enedino Luna Cruz assumiu a liderança da cidade, queimou o documento.

No início, o grupo que foi expulso, incluindo seis crianças e muitos outros adultos, se refugiou em dois cômodos na escola Benito Juarez, em Huejutla, dormindo no chão e sobrevivendo sem água ou aliemento.

O jornal Milenio Hidalgo noticiou que, em 28 de julho, os moradores da cidade de Los Parajes ofereceram uma permissão para que os cristãos retornassem, contanto que negassem a fé e pagassem o equivalente a US$ 13.900 em multas por se recusarem a contribuir com os festivais tradicionais católicos.

“Somos tratados como deliquentes só por sermos cristãos”, afirmou Roberto Hernandez, um líder evangélico.

Os homens foram proibidos de deixar a escola para conseguir dinheiro ou alimento.

No dia 4 de agosto, os refugiados foram retirados da escola e enviados para uma pequena casa de três quartos, um banheiro e nenhuma mobília. Devido à falta de espaço, os homens não conseguiram deitar para dormir. Há informações de que, em 10 de agosto, os homens foram levados para uma casa maior, com cinco quartos de dois banheiros.

Fonte: ADIBERJ

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O Livramento de Deus na Minha Vida no Acidente em Bacabal

Quero informar a todos que estou bem e agradecer a todos que oraram e continuam orando por mim em razão do acidente que tive neste final de semana 10/04 em bacabal no meu carro. Vou aproveitar o momento para falar um pouco sobre o meu sofrimento e o que eu pude aprender a respeito. Leia com atenção:

QUERO COMEÇAR FALANDO SOBRE O QUE É FELICIDADE?

Existe uma vasta diferença entre o prazer e a alegria cristã. O prazer depende das circunstâncias, mas a alegria cristã independe totalmente de saúde, dinheiro ou condições externas. Quando as circunstâncias lhe são contrárias, quando todo o conforto moderno é retirado, ainda assim você pode experimentar o milagre da alegria produzida pelo espírito Santo que vive no interior.

ENTENDA UM POUCO SOBRE O SOFRIMENTO:

(Jó 2.7,8) “Então, saiu Satanás da presença do SENHOR e feriu a Jó de uma chaga maligna, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. E Jó, tomando um pedaço de telha para raspar com ele as feridas, assentou-se no meio da cinza.” A fidelidade a Deus não é garantia de que o crente não passará por aflições, dores e sofrimentos nesta vida (ver At 28.16 nota). Na realidade, Jesus ensinou que tais coisas poderão acontecer ao crente (Jo 16.1-4,33; ver 2Tm 3.12 nota).

Se o meu sofrimento é de natureza física, No sofrimento, lembro-me da predição de Cristo, de que eu teria aflições na minha vida como crente (Jo 16.33). Aguardo com alegria aquele ditoso tempo quando “Deus limpará de meus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor” (Ap 21.4).

A Bíblia contém numerosos exemplos de santos que passaram por grandes sofrimentos, por diversas razões e.g., José, Davi, Jó, Jeremias e Paulo.

Confio que Deus me dará a graça para suportar a aflição até chegar o livramento (1Co 10.13; 2Co 12.7-10). Convém lembrar de que sempre “somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Rm 8.37; Jo 16.33). A fé cristã não consiste na remoção de fraquezas e sofrimento, mas na manifestação do poder divino através da fraqueza humana (ver 2Co 4.7 nota). (5) Li a Palavra de Deus, principalmente os salmos de conforto em tempos de lutas (Sl 11; 16; 23; 27; 40; 46; 61; 91; 121; 125; 138).

Ele (DEUS) nos auxilia em todas as nossas aflições para podermos ajudar os que têm as mesmas aflições que nós temos. (2 Co 1. 4a).

quarta-feira, 31 de março de 2010

MISSÕES - CASAL CRISTÃO É TORTURADO POR NÃO ABANDONAR SUA FÉ

PAQUISTÃO - Arshed Masih, 38, ainda luta por sua vida no hospital Família Sagrada em Rawalpindi, próxima à capital do Paquistão. Com a ajuda da polícia, extremistas muçulmanos o queimaram vivo por não se converter ao islamismo, e abusaram sexualmente de sua esposa. O incidente ocorreu em frente a uma delegacia de polícia.

Em 2005, Masih e sua esposa começaram a trabalhar com um empresário muçulmano, ele como motorista, ela como empregada de sua esposa. Recentemente, os dois desagradaram o empregador por insistirem em permanecer cristãos.

Durante o incidente, Martha, a esposa de Masih, “foi violentada pelos agentes da polícia”, fontes afirmam. Os três filhos do casal, de 7 a 12 anos, foram forçados a assistir seus pais sendo brutalizados.

“Agora, Masih e sua esposa estão sendo tratados no hospital. Ele está em péssimas condições, pois 80% do seu corpo está queimado”. Os funcionários do hospital declaram que, com esse tipo de queimaduras, a vítima provavelmente não sobreviverá.

No domingo, o governo de Punjab anunciou uma investigação sobre o que aconteceu. “A questão será investigada e os culpados serão presos”, afirma o Ministro da Lei em Punjab, Rana Sanaullah.

O casal cristão morava com os filhos na região liderada pelo sheikh Mohammad Sultan, em Rawalpindi. Em janeiro, os líderes religiosos e o sheikh ordenaram que Arshed e sua família se convertessem ao islamismo. Quando ele recusou, o ameaçaram, dizendo que ele sofreria “graves conseqüências”.

Arshed tentou pedir demissão, mas o empresário disse que o mataria se ele fosse embora.

Fonte: Portas Abertas

Missões - Polícia aceita falsas acusações e prende três cristãos

Três cristãos indianos foram presos sob acusações falsas de ''forçar conversões'' em Hunsur, uma cidade do distrito de Mysore, estado de Karnataka, no dia 25 de março de 2010.


De acordo com o Global Council of Indian Christians (GCIC), um parente de um cristão chamado Thammaiah ficou doente e faleceu na terça-feira, dia 23 de março.


Familiares enfurecidos chegaram até o local onde o funeral estava sendo realizado, e agrediram os cristãos que estavam presentes na cerimônia. Durante a briga, um dos agressores escorregou e feriu a cabeça.


Quando viram que seu companheiro estava ferido, o grupo foi até a delegacia mais próxima e registrou uma queixa contra os cristãos, alegando que eles tentavam converter pessoas ''à força''. A polícia aceitou e prendeu três cristãos ligados ao caso, que agora são mantidos na prisão de Virajpet.


Fonte: ANS

sexta-feira, 19 de março de 2010

Não Perca! Vem Aí !!!!!!!!






ASSALTANTES RENDEM FAMÍLIA DISFARÇADOS DE PASTORES


Depois do inusitado disfarce de mendigo de dois assaltantes, no último mês de janeiro, no roubo das armas e de um colete de três policiais do programa Ronda do Quarteirão, na Barra do Ceará, os criminosos mostraram ontem que a criatividade nas ações pode não ter limites. Dois homens, aparentemente acima de qualquer suspeita, renderam uma família de classe média, no bairro Itaoca, no momento que se preparavam para pregar a “Bíblia“.

Ao invés de salvação, rendição. No lugar da paz, armas apontadas para a cabeça e ameaças de morte, de acordo com o Boletim de Ocorrência (B.O.) registrado no 25º Distrito Policial, no bairro Montese.

Conforme a Polícia, os falsos pastores adentraram na residência duplex, na rua Dom Carloto Távora, vestidos com paletós e com bíblias nas mãos, por volta das 7 horas de ontem. A dupla chegou em uma moto e disse para os integrantes da família – evangélica – que faria uma pregação.

Ao serem convidados a entrar na residência, o assalto foi anunciado antes das primeiras palavras do Livro Sagrado. Segundo o relato da família na delegacia, os assaltantes trancaram as vítimas em um banheiro e passaram a revirar tudo que encontraram pela frente. De acordo ainda com a família, eles fugiram com jóias e dinheiro. Até o início da noite, ninguém havia sido preso ou identificado.
Fonte: Uol

A humanidade de Jesus – Revista secular Isto É faz 14 perguntas sobre Jesus e a Bíblia

Quais são os mistérios que ecoam na trajetória do homem que mudou a história da humanidade. Na busca pela humanidade de Jesus, e pelo debate de mistérios que intrigam grande parte da humanidade há séculos, a revista ISTOÉ fez 14 perguntas sobre a vida de Cristo a especialistas, autores consagrados e lideranças religiosas.

A descoberta dos restos da casa de uma família que viveu no tempo e na região de Jesus de Nazaré animou arqueólogos e entusiastas bíblicos no último dia 21. Ainda que ela não tenha vínculos diretos com o Messias, essa descoberta joga luz sobre um Jesus que vai além da figura mítica que morreu na cruz, como contam os evangelhos do Novo Testamento. Ela alimenta quem vive para especular o lado humano do Filho de Deus, que a Igreja nunca deixou se sobrepor ao divino. Mas o interesse por detalhes históricos de alguém como Cristo é compreensível. Afinal, foi esse judeu da Galileia quem plantou a semente da religião mais influente do mundo. E, para quem lê os evangelhos como relatos biográficos, um erro de princípio, segundo os especialistas, as lacunas parecem implorar por especulações. O Novo Testamento não traz, por exemplo, nenhum registro sobre a vida e as andanças de Cristo entre os 15 e 30 anos de idade. “Porque esses anos não são importantes”, explica Pedro Vasconcelos Lima, teólogo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Para a igreja, tudo de relevante sobre a missão de Cristo na terra está na “Bíblia”. Mas é o suficiente? A clareira histórica aberta por esses 15 anos perdidos é uma das brechas mais exploradas por estudiosos, uns mais honestos que outros, para especular sobre a vida e Jesus. Mas ela não é a única. Outras foram encontradas nas entrelinhas dos 27 livros, 260 capítulos e 7.957 versículos do Novo Testamento. Mais algumas foram pesquisadas, com base em descobrimentos arqueológicos que variam de objetos do tempo de Jesus a textos de grupos religiosos do cristianismo primitivo, no longínquo século I d.C. E, por mais que a Igreja prefira não tratar de alguns detalhes das faces divina e humana de Cristo, os mais de um bilhão de fiéis não param de fazer perguntas.

“É na humanidade de Jesus que melhor podemos compreender a dimensão de sua divindade”, reconhece Frei Betto, religioso dominicano autor do recém-lançado “Um Homem Chamado Jesus”. Na busca pela humanidade de Jesus, e pelo debate de mistérios que intrigam grande parte da humanidade há séculos, ISTOÉ fez 14 perguntas sobre a vida de Cristo a especialistas, autores consagrados e lideranças religiosas. Em que época foram escritos os Evangelhos e quem os escreveu? Jesus teve irmãos? Maria foi virgem durante toda sua vida? Jesus estudou? Qual profissão seguiu? Como era fisicamente? Esteve na Índia? Deixou alguma coisa escrita? Teve um relacionamento amoroso com Maria Madalena? Teve filhos? Por mais simples ou absurdas que algumas dessas questões possam parecer, elas merecem uma discussão. “Algumas realmente atormentam a vida dos fiéis”, reconhece o padre mariólogo Vicente André de Oliveira, membro da Academia Marial de Tietê, no interior de São Paulo. As respostas apontam caminhos, mas não têm a aspiração de ser definitivas. O estudo científico da vida do Messias ajuda na construção do que se convencionou chamar de Jesus histórico. Em esforço que surgiu no final do século XVIII e ganhou ritmo com importantes e raras descobertas arqueológicas no século XX (leia quadro na página 76), um Jesus que vai além dos relatos bíblicos começou a ganhar forma.

Ele surgiu do debate acadêmico do que podia e não podia ser considerado fonte para o entendimento da vida que o Nazareno levou na Terra. E, como a fé cristã, evolui e ganha novos contornos diariamente. Para o fiel bem resolvido, não há disputa entre o Jesus histórico e o bíblico, ou divino. “Cristo trouxe uma mensagem poderosa de amor e perdão que é inatingível”, afirma Fernando Altemeyer, professor de teologia e ciências da religião da PUC-SP. Para quem crê, é esse o legado do homem de Nazaré. Mas toda informação que contribuir para montar o quebra-cabeça dessa que é a mais repetida e famosa história da humanidade será bem-vinda.

Jesus nasceu em Belém ou Nazaré?

Embora os evangelhos de Mateus e Lucas afirmem que Jesus tenha nascido em Belém, é muito provável que isso tenha ocorrido em Nazaré. “Todos os grandes especialistas bíblicos são unânimes em admitir que Jesus nasceu em Nazaré”, afirma Frei Betto, religioso dominicano autor do recém-lançado “Um Homem Chamado Jesus”. Ao que tudo indica, Lucas e Mateus teriam escolhido Belém como cidade natal de Jesus para que suas versões da vida de Cristo se alinhassem a uma profecia do Antigo Testamento, segundo a qual o Messias nasceria na Cidade do Rei Judeu, ou seja, a Cidade de Davi, que é Belém. Quanto à afirmação de que Jesus teria nascido em uma manjedoura rodeado de animais, Sylvia Browne, americana autora do best seller “A Vida Mística de Jesus”, é taxativa: “Tanto José quanto Maria provinham de famílias judias nobres e prósperas, de sorte que Jesus nasceu em uma estalagem e não em um estábulo, rodeado de animais”, diz. “José, de família real, não podia ser pobre – era um artesão especializado.” A afirmação de Sylvia é contestada por Fernando Altemeyer, professor de teologia e ciências da religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Afirmar que a ascendência nobre de José garantiria o bem-estar da família não faz sentido”, argumenta. Ele lembra que Davi é do ano 1000 a.C. e em um milênio sua fortuna certamente teria se dispersado. “Fora que a ascendência entre os judeus vem de mãe, não de pai”, explica. Para o teólogo, são muitas as fontes independentes que tratam da pobreza da família de José e é quase certo que Jesus tenha nascido em um curral e morado em um gruta com o pai e a mãe, que não eram miseráveis, mas tinham pouca terra e viviam como boa parte dos judeus pobres das áreas rurais.

Quando Jesus nasceu?

Uma coisa é certa: ele não nasceu no dia 25 de dezembro. E a razão é simples. Esta data coincide com o solstício de inverno do Hemisfério Norte, quando uma série de festas pagãs, muito anteriores ao nascimento de Cristo, já aconteciam em homenagem a divindades ligadas ao Sol e a outros astros. Ao que tudo indica, o dia foi adotado pelos católicos primitivos na esperança de cristianizar uma festa pagã. Faz sentido. Jesus também significa “Sol da Justiça”, o que faz dele um belo candidato a substituto de uma efeméride como o solstício de inverno. Se Jesus não nasceu em 25 de dezembro, a Igreja Católica também não sabe qual o dia nem o ano exatos. Os registros abrem um leque relativamente grande de possibilidades. É certo, porém, que o nascimento aconteceu antes da morte do rei Herodes, em 4 a.C., já que foi ele quem pediu o recenseamento que teria obrigado a viagem de Maria e José a Belém. Quanto ao mês e o dia, só há especulações. Para o padre mariólogo Vicente André de Oliveira, da Academia Marial de Tietê, no interior de São Paulo, Jesus teria nascido entre os meses de setembro e janeiro, quando, segundo ele, eram tradicionalmente feitos os censos em Belém. Já as pesquisas do astrônomo australiano Dave Reneke mostram que a estrela que teria guiado os Reis Magos apareceu em junho – crença compartilhada por parte da comunidade católica. Wagner Figueiredo, colunista do site Mistérios Antigos e autor de “Trilogia dos Guardiões – O Êxodo”, por sua vez, coloca as fichas no oitavo mês do ano, que, segundo ele, seria o período oficial de recenseamento dos romanos.

Quem e quantos foram os Reis Magos?

Se realmente existiram, os Reis Magos não eram reis e provavelmente não seguiram estrela nenhuma. O único registro dessas figuras nos evangelhos canônicos, ou oficiais, está em Mateus, que fala dos magos do Oriente e de uma estrela seguida por eles. Mas a menção não diz quantos eram os visitantes nem se eram, de fato, reis. “Como esses magos trouxeram três presentes, supõe-se que eram três reis”, explica o cônego Celso Pedro da Silva, professor de teologia e reitor do Centro Universitário Assunção (Unifai), em São Paulo. A versão atual da história se formou junto com o forjar de diversas tradições católicas durante o primeiro milênio da Era Cristã. Convencionou-se chamar os visitantes de Melchior, rei da Pérsia, Gaspar, rei da Índia, e Baltazar, rei da Arábia. Também ficou estabelecido que eles teriam trazido incenso, ouro e mirra como presentes ao recém-nascido. Para Wagner Figueiredo, colunista do site Mistérios Antigos e autor de “Trilogia dos Guardiões – O Êxodo”, os três seriam, ainda, astrólogos ou astrônomos, já que usaram uma estrela para guiá-los até Belém. “Mas não sabemos se a estrela de Belém era mesmo uma estrela”, diz Figueiredo.

“Ela pode ter sido um cometa, uma supernova ou o alinhamento celeste de planetas”, explica. Em consulta ao histórico astronômico de então, Figueiredo descartou a possibilidade de a estrela ser um cometa. Segundo ele, o único fenômeno astronômico desse tipo visível da Terra em anos próximos ao nascimento de Jesus foi a passagem do cometa Halley. Mas o Halley riscou o céu em 12 a.C., no mínimo cinco anos antes do nascimento de Jesus, o que o elimina como candidato a estrela de Belém. Um registro do que hoje chamamos de supernova por astrônomos chineses na constelação de Capricórnio no ano 5 aC. é o candidato mais forte. “A supernova, que é a explosão de uma estrela, cria um forte ponto luminoso no céu”, especula Figueiredo. Ele lembra, ainda, da impressão de movimento que esses fenômenos deixam, o que as alinha com a descrição que se tem da estrela de Belém. A terceira e última possibilidade de explicação astrológica trata do alinhamento de planetas entre os anos 7 a.C. e 6 a.C. Na primeira tese, Júpiter e Saturno se alinharam criando um ponto luminoso que caminhou pelo espaço entre maio e dezembro daquele ano. Já na segunda, Júpiter, Saturno e Marte se aproximaram na constelação de Peixes, formando um único e poderoso ponto luminoso no céu.

Jesus teve irmãos? Maria se manteve virgem?

Muito da discussão em torno dessa pergunta se deve à ambiguidade do termo grego adelphos, que para alguns significa irmão, enquanto para outros significa companheiro, amigo. Nos evangelhos de Mateus e Marcos e na carta de Paulo aos Gálatas, a palavra surge e, para quem é partidário da primeira interpretação, confirma a existência de irmãos e irmãs de Jesus. Segundo Rodrigo Pereira da Silva, professor de teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp-EC), se os irmãos existiram, eles seriam seis – quatro homens e duas mulheres –, identificados no Evangelho de Marcos. Silva lembra também que no evangelho apócrifo de José fala-se que o pai de Jesus era viúvo quando se casou com Maria e que teria filhos do primeiro casamento. O teólogo ressalva, porém, que duas situações narradas pelos evangelhos canônicos, tidos como fonte mais confiável, depõem contra essa interpretação. “Esses supostos irmãos dão ordens a Jesus”, argumenta. “Isso jamais aconteceria se eles fossem, de fato, irmãos, porque Jesus foi o primogênito. E o mais velho, na Galileia de então, tinha autoridade sobre a família”, diz.

Soma-se a isso o fato de Jesus ter confiado sua mãe ao apóstolo João no momento da crucificação, segundo está descrito no Evangelho de João, e não a um de seus supostos irmãos. Sabe-se também, a partir dos textos bíblicos, que, além de Maria, mãe de Jesus, nenhum parente direto do Messias estava ao pé da cruz quando ele foi morto. O rechaço da igreja à possibilidade da existência de irmãos de Jesus se explica. Se a teoria fosse verdadeira, iria contra um dos dogmas marianos segundo o qual a mãe de Jesus teria dado à luz virgem e assim permanecido até a assunção de seu corpo aos céus. Por isso o apego ao problema de tradução da palavra adelphos e aos sinais que estão na “Bíblia” da ausência de irmãos (segundo interpretação oficial). Para o padre mariólogo Ademir Bernardelli, da Academia Marial de Aparecida, no interior de São Paulo, a existência ou não de irmãos é mais simbólica do que prática. “A virgindade de Maria é uma tradição que foi criada com o tempo”, diz Bernardelli. “A pergunta pela virgindade no parto ou depois do parto nunca foi um assunto discutido entre a hierarquia católica primitiva, só surgiu depois”, afirma.

Especulação ou não, a tese de que Jesus teria irmãos ganhou força com um precioso achado arqueológico em 2002. Chamado de ossuário de Tiago, o artefato é uma urna de pedra-sabão com as inscrições “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”. Embora a Igreja conteste as inscrições, feitas em aramaico, o objeto atraiu a atenção tanto de sensacionalistas quanto de estudiosos. A urna é, sem dúvida, legítima e data do tempo de Cristo. Já a autenticidade das inscrições, mais especificamente a parte que diz “irmão de Jesus”, ainda está sendo avaliada pela comunidade arqueológica internacional. Se comprovada, esse seria o primeiro e único objeto vinculado diretamente a Jesus já descoberto.

Jesus estudou? Qual profissão seguiu?

Para Wagner Figueiredo, colunista do site Mistérios Antigos e autor de “Trilogia dos Guardiões – O Êxodo”, Jesus teve formação intelectual mais rica do que se supõe a partir dos evangelhos. “Era comum, na Antiguidade, que os mais ricos custeassem os estudos dos prodígios apresentados ao conselho do templo”, diz. Cristo era uma dessas crianças brilhantes e certamente não passou despercebido no templo, onde chegou a protagonizar uma cena curiosa, aos 12 anos, quando colocou os sábios para ouvi-lo. Mas mesmo que tenha tido uma formação, Jesus continuou como um homem de hábitos e mentalidade rurais. “Podemos chamá-lo de um caipira antenado, que tinha sensibilidade suficiente tanto para dialogar com o povo quanto com a elite intelectual de sua época”, resume Paulo Augusto Nogueira, professor de teologia da Universidade Metodista de São Paulo, em São Bernardo do Campo.

Segundo o americano H. Wayne House, autor do livro “O Jesus que Nunca Existiu”, o Messias provavelmente sabia ler em hebraico e aramaico e escrever em pelo menos um desses idiomas. Suspeita-se, também, que falava um pouco de grego, a língua comercial da época.

Quanto à profissão que seguiu, há controvérsias. E as dúvidas surgem por causa de uma palavra ambígua, usada nos registros mais antigos dos evangelhos. Neles, José é apresentado como “tekton”, uma espécie de artesão que faria as vezes de um mestre de obras. Ele teria, portanto, as habilidades de um carpinteiro, mas não apenas. Jesus e José seriam uma espécie de faz-tudo. Faziam a fundação de uma casa, erguiam paredes como pedreiros e construíam portas como carpinteiros. É sabido também que tinham ovelhas e uma pequena plantação. Portanto, teriam algumas noções de pastoreio e agricultura.

Como era Jesus fisicamente?

A imagem de Cristo que se consagrou foi a de um tipo bem europeu: alto, branco, de olhos azuis, cabelos longos ondulados e barba. Mas são grandes as chances de que essa representação esteja errada. “É praticamente certo que ele não foi um homem alto, a julgar pelos objetos, como camas e portas, deixados por seus contemporâneos”, revela a socióloga e biblista Ana Flora Anderson. O fato é que não há registros fieis da aparência do filho de Maria. Essa ausência de documentos se explica. Para os especialistas, até o ano 30 d.C. pouquíssimas pessoas sabiam quem era Jesus. “Mas ele é Deus encarnado. Então teve um corpo, uma aparência física”, afirma padre Benedito Ferraro, professor de teologia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC), no interior de São Paulo. E se por um lado a existência carnal de Jesus impôs limites físicos a um Deus todo-poderoso, ela deu asas à imaginação e à especulação dos fieis já no século II e III d.C. sobre a aparência desse Deus em carne e osso.

A julgar pelos registros históricos que contam um pouco da vida na região em que Jesus nasceu e foi criado, o Messias deve ter sido um homem baixo, de pele morena e cabelos escuros e encaracolados (à esq., uma reconstituição feita pelo médico especialista em reconstrução facial inglês Richard Neave, da Universidade de Manchester). Por ser um trabalhador braçal, tinha uma estrutura física bem desenvolvida. “Como palestino, deveria ter as características daquele povo”, lembra frei Betto, dominicano autor do recém-lançado “Um Homem Chamado Jesus”. Esse é o máximo a que chega a especulação baseada em estudos. “Não saberemos nem precisamos saber da real aparência de Jesus – ela não importa”, afirma o cônego Celso Pedro da Silva, professor de teologia e reitor do Centro Universitário Assunção (Unifai).

Jesus foi à Índia?

Teria Cristo pregado às margens do rio Ganges? Quem garante de pés juntos que ele esteve na Índia, cita duas possibilidades cronológicas. A primeira, durante os chamados anos perdidos, dos 12 ou 14 anos de idade aos 28 ou 30 anos. A segunda, depois da ressurreição. Ambas as afirmações são extremamente controversas e têm tanto apaixonados defensores quanto vigorosos detratores. O teológo americano H. Wayne House, do Dallas Theological Seminary no Texas, Estados Unidos, não acredita na visita de Jesus à Índia, mas reconhece que são muitas as fontes que narram uma suposta passagem do Messias, não só pela Índia, mas também pela região das Cordilheiras do Himalaia. Um texto hindu do século I d.C. menciona a suposta visita de Cristo ao rei Shalivahan, empossado mandatário da cidade de Paithan, no Estado de Maharashtra, em 78 d.C.

Sylvia Browne, americana autora do best seller “A Vida Mística de Jesus”, é fervorosa defensora da visita de Jesus à Índia. “Há dezenas de textos de eruditos orientais que confirmam a estada de Jesus na Índia e em regiões vizinhas na época”, conta ela em seu livro. Segundo Sylvia, Jesus recebeu diferentes nomes nas culturas pelas quais circulou, entre eles “Issa”, “Isa”, “Yuz Asaf”, “Budasaf”, “Yuz Asaph”, “San Issa” e “Yesu”.

Para a maioria dos cristãos, essas afirmações são absurdas. “Esses nomes são muito comuns na Índia, não permitem concluir que se referem ao Jesus que reconhecemos como Cristo”, sentencia Rodrigo Pereira da Silva, professor de teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp-EC). Silva explica que uma série de documentos reunidos em livro do alemão Holger Kersten chamado “Jesus Viveu na Índia”, de 1986, incendiaram uma discussão vazia sobre o assunto. “Isso é uma picaretagem”, afirma o teólogo Pedro Vasconcelos Lima, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib). Para ele, explorar esse tipo de ideia é caminhar no limite ético da especulação. “Era uma época de efervescência religiosa”, lembra o teólogo Fernando Altemeyer, colega de Lima na PUC-SP. “Um sem-número de sujeitos com o nome Issa ou Yesu pode ter aparecido na Índia e se anunciado profeta ou liderança de Israel”, lembra. Há também o argumento das dificuldades e custos de uma viagem como essa no século I d.C. Jesus, muito provavelmente, não teria como arcar com as despesas de uma empreitada desse tipo.

Jesus foi tentado pelo demônio no deserto?

Que Jesus foi tentado no deserto, não há dúvida. O episódio é relatado por três evangelistas, Mateus, Marcos e Lucas, e citado pelo quarto, João. O que se questiona é a natureza do demônio que se apresenta a ele. Seria ele o demônio feito homem ou apenas uma síntese simbólica das tentações às quais todos os seres humanos estão sujeitos? Para o padre Vicente André de Oliveira, mariólogo da Academia Marial de Tietê, no interior de São Paulo, a tentação do demônio é simbólica. “O deserto e o demônio são maneiras de ilustrar o encontro de Jesus com suas limitações como homem”, diz Oliveira. Simbólico ou não, o encontro aconteceu. E para o teólogo Pedro Vasconcelos Lima, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib), segundo os textos oficiais, o demônio se materializa diante de Jesus. Nesse sentido, ele tinha uma aparência física, apesar de ela não estar descrita. Pelos relatos de Mateus e Lucas, sabe-se apenas da conversa entre o Filho de Deus e Satanás. “Eram tentações que tinham como objetivo tirar Jesus de seu caminho”, lembra o mariólogo. A saber: a tentação do poder, da vaidade e do exibicionismo.

Jesus já gozava de fama quando foi levado pelo Espírito Santo para passar 40 dias e 40 noites no deserto. Se quisesse um cargo público na burocracia romana, por exemplo, era praticamente certo que o conseguiria e, com ele, viriam fartos benefícios. Mas isso seria se entregar às tentações. Ele resistiu e saiu recompensado, na visão dos cristãos.

Jesus era um judeu taumaturgo?

Judeus taumaturgos eram figuras muito comuns no tempo de Jesus: homens que circulavam pela Galileia fazendo milagres como uma espécie de mágico. Mas, para a maioria dos especialistas, não há possibilidade de Cristo ter sido um deles, apesar de suas andanças e milagres. A afirmação vem de muitas fontes. “Jesus pedia segredo dos milagres que fazia, não cobrava por eles e evitou fazer curas diante de quem tinha meios de recompensá-lo”, explica Rodrigo Pereira da Silva, professor de teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp-EC). Segundo ele, os taumaturgos jamais agiriam dessa maneira. “Eles eram profissionais da cura. Jesus, não.” Outra diferença importante entre Jesus e os taumaturgos era que o Messias apresentava Deus de maneira acessível aos fiéis. Diferentemente dos taumaturgos, que valorizavam uma espécie de canal exclusivo que teriam com o divino para operar seus milagres, Jesus tentava ensinar as pessoas a cultivar o contato com Deus. E, assim, receber suas graças sem intermediários.

Mas a fama de Jesus como um judeu taumaturgo existiu e, em alguns lugares, ainda existe. Quem afirma é Giordano Cimadon, coordenador da Associação Gnóstica de Curitiba e membro de um dos braços brasileiros do gnosticismo, grupo religioso que condiciona a salvação ao conhecimento. Ele conta que, no início da Idade Média, provavelmente no século VII, alguns escritos chamados “Toledoth Yeshu”, que significa algo como o “Livro da Vida de Jesus”, circularam tentando expor Cristo como mais um entre os muitos judeus taumaturgos da Galileia. “A obra, que mostra Jesus como um falso Messias, circulou também como tradição oral”, conta Cimadon. Depois, ela foi redigida em aramaico e traduzida para ídiche, ladino e latim. A versão mais famosa foi compilada pelo alemão Johann Wagenseil e impressa na segunda metade do século XVII. O texto cria polêmica até hoje por divulgar uma versão deturpada supostamente por grupos de judeus da vida de Jesus. Argumenta-se que ela foi usada para legitimar o antissemitismo entre os séculos XIII e XX.

Qual a relação de Jesus com seus apóstolos?

Há quem argumente que a escolha que Jesus fez dos discípulos tenha sido um desastre. Não houve um sequer, por exemplo, que o acompanhasse durante a crucificação. Mas a Igreja Católica garante que ele confiava nos apóstolos que escolheu, inclusive nos que o traíram. Para o cônego Celso Pedro da Silva, professor de teologia e reitor do Centro Universitário Assunção (Unifai), em São Paulo, Cristo tinha plena consciência de que lidava com homens e que os homens têm suas limitações. “É a beleza da obra de Jesus”, diz. Cristo tratava todos com igualdade, mas com Pedro, João e Tiago tinha mais intimidade. Mesmo sabendo que Pedro, por exemplo, negaria conhecê-lo em três ocasiões no dia de sua morte. Da mesma maneira, Jesus escolheu Judas, que também o traiu. Sobre ele, há farta literatura. Em evangelho atribuído a Judas, o apóstolo não aparece como traidor, mas como engrenagem fundamental do projeto de Deus , pois sem ele Jesus não seria crucificado e não se martirizaria para salvar os homens.

Com que idade Jesus morreu?

Provavelmente não morreu com os consagrados 33 anos. Essa marca foi estabelecida pela tradição durante os primeiros séculos do cristianismo primitivo – ou seja, não há nada que a comprove. Para o espanhol Ramón Teja Cuso, professor de história antiga da Universidade da Cantábria, Jesus não poderia ter morrido com 33 anos. Se ele nasceu entre os anos 6 a.C. e 5 a.C. e Pôncio Pilatos, algoz de Jesus, ocupou o cargo de prefeito da Judeia entre 29 d.C. e 37 d.C., o Messias morreu com, no mínimo, 34 anos e no máximo 43 anos.

Já o professor de filologia grega da Universidade Complutense de Madri, Antonio Piñero, usa a astronomia para fazer suas estimativas. Segundo ele, analisando o calendário de luas cheias no dia da Páscoa judaica, e existem registros desse fenômeno na data da crucificação, há apenas duas possibilidades de morte de Jesus dentro da janela estabelecida pelo professor Teja: 7 de abril de 30 d.C. e 3 de abril de 33 d.C. Nesse sentido, Jesus teria morrido com 36 anos ou 39 anos. Ainda assim, essas são apenas conjecturas. Elas dependem de variáveis que não podem ser verificadas, como, por exemplo, o relato de que havia uma lua cheia na ocasião da morte de Jesus ou que seu ministério teria durado três anos. O ano certo, portanto, dificilmente será conhecido, mas sabe-se, com uma margem mínima de dúvida, que foi entre os anos 29 d.C. e 37 d.C.

O dia da semana é consenso. De acordo com a “Bíblia de Jerusalém”, a tradução mais fiel dos originais das Sagradas Escrituras, Jesus morreu em uma sexta-feira, dia 14 de Nisã, que equivale, no calendário judaico, a 30 dias entre os meses de abril e março. A crença de que essa é a data correta é quase unânime entre os especialistas ouvidos por ISTOÉ.

Jesus manteve um relacionamento amoroso com Maria Madalena?

Como a questão que envolve as possíveis viagens de Jesus ao Vale do Rio Ganges, essa é uma pergunta que gera discussões acaloradas. Um dos grupos que defendem a relação de amor carnal entre Jesus e Maria Madalena com mais fervor é o dos gnósticos. Como Sylvia Browne, americana autora do best seller “A Vida Mística de Jesus”. Para ela, Jesus conheceu Maria Madalena ainda na infância e se casou com ela no que ficou conhecido, nos evangelhos, como o episódio das Bodas de Caná. Nessa ocasião, Jesus transformou água em vinho, que era parte fundamental da cerimônia do matrimônio. “Maria, mãe de Jesus, não ignorava que, pelos costumes judaicos, o noivo era responsável pela distribuição do vinho”, diz Sylvia. “Então quem fabricou o vinho oferecido aos convidados em Caná? Jesus. Era ele o noivo”, afirma em seu livro.

Outro indicador de que Jesus e Maria Madalena teriam uma relação amorosa estaria registrado no evangelho apócrifo de Filipe. Nele estaria escrito que Jesus beijava Maria Madalena na boca – afirmação constestada por uma corrente de tradutores. Ela, por sua vez, o compreendia melhor do que qualquer discípulo. A certa altura, os apóstolos chegam a demonstrar ciúme.

A americana Sylvia vai mais longe. Ela sustenta que Jesus teve filhos com Maria Madalena. As crianças teriam nascido depois da suposta morte de Cristo, que, segundo ela, foi forjada com a ajuda de Pôncio Pilatos e José de Arimateia. Ambos teriam tirado Jesus e Maria Madalena da Galileia num barco que passou pela Turquia e Caxemira, até aportar na França. Durante a estada na Turquia, a primeira filha do casal Jesus e Maria Madalena, chamada Sara, teria nascido. Outra menina e dois meninos teriam sido gerados já na França.

A Igreja Católica rechaça qualquer possibilidade de relação de amor carnal e, portanto, de filhos entre os dois. “Jesus deixou sim descendentes, espiritualmente, bilhões deles espalhados por todo o planeta”, afirma o padre mariólogo Vicente André de Oliveira, da Academia Marial de Tietê, no interior de São Paulo. A instituição religiosa reconhece, porém, que Maria Madalena era de fato muito próxima de Jesus. “Para os homens daquela época, ver Jesus confiar segredos a uma mulher era uma afronta”, lembra o cônego Celso Pedro da Silva, professor de teologia e reitor do Centro Universitário Assunção (Unifai). “Mas da simples confiança concluir que havia uma relação matrimonial é deduzir demais.”

O professor de teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Rodrigo Pereira da Silva lembra que quando o livro “O Código da Vinci”, de Dan Brown, foi lançado, em 2003, um sem-número de supostos especialistas surgiu para confirmar o que o próprio autor havia classificado de ficção. Uma das afirmações seria de que Leonardo Da Vinci retratou Maria Madalena, e não o apóstolo João, ao lado de Cristo na “Santa Ceia”. “Criei um curso com a Coordenadoria-Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão (Cogeae) da PUC-SP só para esclarecer a confusão criada pela obra”, lembra. Batizada de “O Código da Vinci e o Cristianismo dos Primeiros Séculos: Polêmicas”, a disciplina foi um sucesso. Ainda assim, muitas das afirmações do livro, que vendeu cerca de 80 milhões de cópias e foi traduzido para mais de 40 idiomas, permaneceram como aparentes verdades para muitos. “Mas não são”, sentencia Silva.

Jesus deixou algo escrito?

“É mais fácil encontrar os vestígios de um palácio do que de uma choupana”, diz o teólogo Pedro Vasconcelos Lima, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib). Com essa afirmação, Lima resume o argumento que explica a inexistência não só de qualquer documento escrito por Jesus, mas de objetos que tenham ligação direta com ele. É que, no início do século I d.C., Cristo não tinha nenhuma importância. E, historicamente, os documentos mais antigos só registram os feitos de estadistas e donos de grandes fortunas – como sabemos, ele não foi nenhum dos dois. O único registro que se tem de Jesus escrevendo está nos evangelhos. Eles relatam o episódio da adúltera que seria apedrejada até a morte – supostamente Maria Madalena –, mas que foi salva pelo Messias. Cristo teria escrito algo na areia para afastar quem queria matar a mulher. “Não sabemos o que foi, mas podem ter sido os nomes de quem havia se encontrado com ela, talvez alguém importante ou até alguns dos que queriam apedrejá-la”, explica o cônego Celso Pedro da Silva. Fora isso, porém, não há absolutamente nada escrito por Jesus que tenha sido encontrado – ou para ser achado, suspeita-se. Na melhor das hipóteses, pode haver anotações de um ou outro fiel feitas durante uma das pregações de Cristo. Mas, até hoje, esses registros permanecem perdidos.

Quem escreveu os evangelhos? E quando?

A própria Igreja Católica reconhece que não há como saber se os evangelhos foram, de fato, escritos por Mateus, Marcos, Lucas e João. Nos textos não há menção aos autores. Sylvia Browne, americana autora do best seller “A Vida Mística de Jesus”, usa essas supostas brechas nas escrituras para tecer suas teorias. Ela lembra que a “Bíblia” como a conhecemos só tomou forma a partir do Concílio de Niceia, em 325 d.C., e que nesses três séculos a Igreja manipulou transcrições e traduções dos evangelhos para que eles divulgassem uma mensagem alinhada ao projeto de expansão da instituição. Sylvia sustenta ainda que os evangelhos de Mateus, Lucas e Marcos foram escritos pela mesma pessoa e que apenas o de João teve um autor exclusivo. Supostas contradições, omissões e coincidências seriam sinais da manipulação.

A teoria da coautoria começou a tomar forma no início do século XVIII, com os trabalhos do teólogo protestante alemão Heinrich Julius Holtzmann e do filólogo Karl Lachmann. Chamada de “Questão Sinótica”, ela tem apoio de importantes estudiosos da atualidade, como o inglês Marc Goodacre, responsável pelo núcleo de estudos do Novo Testamento na Universidade Duke, na Inglaterra, e John Dominic Crossan, teólogo e fundador do controverso Jesus Seminar. Em 1968, um outro pesquisador inglês, A.M. Honoré, chegou a fazer um levantamento mostrando que 89% do que está em Marcos se encontra em Mateus, enquanto 72% de Marcos está em Lucas.

“Isso é uma besteira”, argumenta o teólogo e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Fernando Altemeyer. Para ele, não há contradição nos evangelhos e as omissões e coincidências são justificáveis. “Os evangelhos não foram escritos como biografias de Jesus”, reforça o teólogo Pedro Vasconcelos Lima, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib). “Eles contam as partes da vida do Messias que têm importância”, conclui. Os relatos da vida de Cristo que não entraram para o Novo Testamento circulam com o título de evangelhos apócrifos. Entre os séculos XIX e XX houve uma explosão nas descobertas desse tipo de documento. Hoje já são mais de 15 os relatos extraoficiais. A Igreja não os reconhece, embora utilize parte dos que datam dos séculos I d.C. e II d.C. para reconstruir o dia a dia de Jesus, que viveu como mais um dos milhares de judeus remediados da Galileia.

Os evangelhos também não foram escritos logo depois que os fatos aconteceram. Eles datam dos anos 70 d.C. e 90 d.C. e foram redigidos, provavelmente, em aramaico e hebraico. Chegaram até nós por meio de cópias, pois os originais foram perdidos. Não se tem registro de como isso aconteceu, mas não seria difícil danificar um manuscrito em papiro no tempo de Jesus. As cópias foram descobertas em fragmentos e reconstruídas por pesquisadores alemães no início do século XIX. A mais antiga, em papiro grego, data do século II d.C. e foi reconstruída no século XIX pela equipe Nestle & Alland, de Stuttgart, na Alemanha.

O que diz a arqueologia

Só a arqueologia é capaz de preencher as imensas lacunas que compõem a trajetória de Jesus na Terra. Ao se debruçar sobre os costumes e a cultura do tempo do Messias, através de buscas por monumentos, documentos e objetos que compunham aquela época, os pesquisadores da área se movimentam para saciar as centenas de indagações acerca do judeu que mudou a história da humanidade. Praticamente não há esperanças de se achar algo diretamente ligado a Jesus Cristo ou à sua família. Mas há expectativa de se encontrar objetos relacionados a contemporâneos, da mesma classe social, que moravam na Galileia. Nesse quesito, o século XX foi recheado de conquistas. Novas técnicas e o renovado interesse por provar, ou desmentir, o que foi escrito pelos evangelistas alimentaram as buscas pelo que sobrou do tempo de Jesus. E as descobertas foram importantes. Entre papiros e pergaminhos, jarros, urnas, pedras e ruínas comprovou-se parte do que disseram Mateus, Marcos Lucas e João (leia quadro).

Mas, quando o assunto é arqueologia, todo cuidado é pouco. Nem tudo é o que parece. Por isso, o processo de verificação da autenticidade dos objetos é lento e rigoroso. Que o digam os estudiosos do que ainda vem sendo considerado o último grande achado do tempo de Cristo: uma urna que conteria os ossos de Tiago, irmão do Messias. Revelada em 2002, ela já foi reconhecida como objeto do tempo de Cristo, mas as inscrições em aramaico que a identificam como sendo de Tiago ainda estão sob avaliação da comunidade arqueológica internacional. “Pude ver o ossuário em primeira mão, quando estive em Israel no começo de 2009”, conta Rodrigo Pereira da Silva, teólogo, filósofo e doutor em teologia bíblica com pós-doutorado em arqueologia na Andrews University, nos Estados Unidos. “Mas ainda há muito o que ser feito para validar as inscrições.”

Professor de teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp-EC), Silva também é arqueólogo e já participou de escavações em Israel, na Jordânia, no Sudão e na Espanha. Ele conta que, no caso da urna de Tiago, se comprovada a autenticidade de seus escritos em aramaico, esse será o primeiro artefato arqueológico com vínculos diretos com Jesus. No dia 21 de dezembro, um outro achado empolgou os arqueólogos. Foram encontrados os restos de uma casa humilde de Nazaré que datam do século I d.C. Com dois quartos, um pátio e uma cisterna, ela ajuda a resconstruir a vida de judeus do tempo de Cristo. “As informações vêm sempre fragmentadas”, explica Pedro Vasconcelos Lima, professor de teologia e presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib). “Não podemos esquecer que esses fragmentos não foram criados para responder às nossas perguntas e, por isso, precisam de um cuidadoso trabalho de contextualização.”

Enquanto a contextualização segue a todo vapor, nos departamentos acadêmicos das melhores universidades do planeta, o trabalho de campo tem encontrado mais obstáculos do que de costume. Como se o calor, a areia e as outras tantas dificuldades usuais da arqueologia já não fossem suficientes, questões políticas das regiões escavadas têm influenciado pesadamente as áreas disponíveis para exploração. “Vemos muitas descobertas se esgotarem nelas mesmas”, explica Rafael Rodrigues da Silva, professor do Departamento de Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e teólogo do Centro de Estudos Bíblicos (Cebi). “O sujeito faz a descoberta, quer escavar o entorno, buscar outros sinais e não pode”, afirma. É que boa parte da terra onde estão enterrados muitos desses objetos está em áreas de constante disputa, como é o caso de porções territoriais de Israel. “Se o século XX foi bom para a arqueologia, dos anos 90 para cá temos visto uma calmaria nos achados – mesmo com essa história do ossuário de Tiago”, afirma o professor Silva. Sem achados, sem história.
Fonte: Revista Isto É – Edição 2094 de 23 de dezembro de 2009