sexta-feira, 12 de março de 2010

INTERNACIONAL - CHIFRE EM IDOSA DE 101 ANOS CAUSA POLÊMICA NA CHINA

Uma idosa de 101 anos virou motivo de curiosidade - e medo - no pequeno povoado de Linlou, na China, depois que um "chifre" apareceu em sua testa.

A protuberância, de cor preta e quase seis centímetros, vem se desenvolvendo na cabeça de Zhang Ruifang desde o ano passado. A anomalia é formada por queratina, se assemelha a um chifre de cabra, mas não causa dor ou problemas a idosa.

Segundo a imprensa britânica, a protuberância é um tumor benigno que costuma aparecer com frequência em pessoas de idade avançada, embora o tamanho tão grande seja considerado uma raridade.

Uma outra protuberância está crescendo no lado direito da testa de Zhang, porém, em tamanho menor, e com o aspecto de uma simples pinta.
Fonte: O Tempo

sexta-feira, 5 de março de 2010

CATÓLICOS DESTROEM CASAS DE CINCO FAMÍLIAS EVANGÉLICAS

MÉXICO - Em 13 de janeiro, católicos tradicionalistas destruíram a casa e outras propriedades de cinco famílias evangélicas na comunidade de Los Llanos, San Cristóbal de Las Casas. As famílias são recém-convertidas.

Em 19 de abril de 2009, os evangélicos Los Llanos fizeram a inauguração de um templo, que foi perturbada com a entrada de 70 pessoas, as quais afirmavam que os evangélicos seriam presos por estarem prestando um culto.

Vários líderes da nova igreja foram levados para a delegacia e detidos por uma hora, enquanto outros tradicionalistas dispersavam os demais membros.

Alfonso, um dos líderes da igreja, perguntou aos invasores o que os evangélicos tinham feito de errado, e acrescentou: “Temos um Deus e Ele está no céu”. Isso enfureceu os invasores, que agrediram o pastor Alejandro Cruz Ton.

Esse incidente não intimidou os evangélicos, que continuaram a se reunir, mesmo sob os protestos dos católicos. Em uma ocasião, pedaços de madeira e árvores foram colocados na entrada do templo, para impedir o acesso dos evangélicos.

Em outra, situação, a polícia foi acionada e pediu-se para ela levar para a delegacia os 12 participantes de um culto com mais dos bebês de um deles. As pessoas ficaram detidas por pouco tempo.

No dia 28 de junho, foi realizada uma reunião sobre como melhorar a comunidade. O foco principal foi dizer aos evangélicos que eles precisavam abandonar sua crença e voltar à fé católica.
Os evangélicos pediram que fossem respeitados seus direitos de ter sua própria religião. A isso, os católicos responderam que a única religião de Los Llanos é o catolicismo.

Às 16 horas, os evangélicos foram presos novamente, enquanto alguns chefes da comunidade destruíam o novo templo.

As autoridades foram além da destruição do templo e criaram um documento declarando que os evangélicos estavam de acordo de que o templo deles deveria ser destruído e que cooperariam com os festivais católicos.

Os evangélicos responderam que era mentira e declararam: “Não, nós não deixamos nossa fé em Jesus”.

Eles continuaram a sofrer abusos e ameaças, pois, continuam a se reunir em suas casas.

Nossa oração é por justiça e por apoio a essas famílias afetadas:

1. Alfonso Diaz Jimenez e sua esposa Eulália Diaz Lopez;
2. Lucio Gomez Lopez e sua esposa Pascuala Diaz Diaz (filhos: Marina e Alfredo Gomez Diaz);
3. Mariano Diaz Lopez e sua esposa Martha Gomez Diaz,
4. Maria Lopez Diaz (mãe de Mariano);
5. Olivia Diaz Hernandez (sobrinha de Mariano);
6. Dominga Diaz Lopez (irmã de Mariano);
7. Agustin Hernandez Nuñez e sua esposa Petra Diaz Diaz (filhos: Guillermo, Lorenzo, Patricia, Marcelo, Bernabe, Mateo e Elisa Hernandez Diaz);
8. Dominga Diaz Diaz


NÚMERO DE EVANGÉLICOS NÃO PARA DE CRESCER E EM ALGUNS ANOS PODEM MUDAR O BRASIL

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada no início de outubro, mostra uma evolução considerável em diferentes aspectos da vida dos brasileiros. Segundo o sociólogo Alexandre Brasil Fonseca, a participação evangélica mais efetiva neste processo pode ser notada na alteração de certas políticas públicas.

“É um segmento socialmente organizado, que argumenta e luta por suas opiniões. É inegável que isso traz benefícios sociais. Com isso, não é um fato desprezível a histórica participação evangélica em Conselhos de Direitos Civis, nos últimos anos”, revela o sociólogo.

Recentemente uma das maiores revistas do País publicou uma série de matérias em que fazia previsões para o Brasil em 2020. Em uma dessas publicações, a revista aborda o crescimento evangélico. “Estima-se que 50% da população brasileira poderá ser evangélica” daqui a 11 anos, segundo estatísticas do Sepal (Servindo aos Pastores e Líderes).

Ainda de acordo com a revista, “a influência evangélica em 2020 contribuirá para a diminuição no consumo do álcool, o aumento da escolaridade e a diminuição no número de lares desfeitos, já que a família é prioridade para os evangélicos”.

terça-feira, 2 de março de 2010

Devocional do Dia

Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. (Mateus 22: 37-39)

PENSAMENTO: Algumas coisas não são muito complicadas. Viver para Jesus pode ser simplificado em dois princípios: amar a Deus com tudo que sou e tenho e amar a outros e tratá-los como gostaria de ser tratado. Não é difícil entender. É o cumprir que é o desafio!


ORAÇÃO: Ó Vivo e Verdadeiro Deus. Por favor, aceite o trabalho das minhas mãos, as palavras da minha boca, os momentos do meu descanso e o amor do meu coração ao prestar louvores a Ti hoje. Peço que estas coisas sejam agradáveis e refrescantes para o Senhor. No nome do seu filho, meu Senhor Jesus, eu oro. Amém.

Pré-congresso


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

SOBRE 'RETIROS CULTURAIS' E OUTROS PERIGOS

Continuação.....

SOBRE 'RETIROS CULTURAIS' E OUTROS PERIGOS

Em alguns lugares da cidade deparei-me com um outdoor curioso, entre os milhares que enquadram nossas vistas com propagandas do governo estadual. Para minha surpresa, o governo festejava o apoio a um carnaval, com pierrôs e colombinas de outro tipo. Sei que essa ironia não passará despercebida, mas peço um abre alas que eu quero passar.

A imprensa anuncia que 200 mil dinheiros foram investidos na Semana de "retiros culturais", quase 500% superior ao ano passado - este é um ano eleitoral, lembrem disso. Cerca de 228 desses, digamos, "retiros" foram aquinhoados com a benesse, em 36 cidades. Os valores empregados em cada um foram erráticos, talvez baseados em algum ranking do valor das manifestações artísticas apresentadas. Uma pergunta incômoda me ocorre. Em vez de patrocinar a alienação e a 'desimportância', o que faria aquele valor atendendo quem realmente, neste miserável estado, tem fome e sede de justiça? Do jeito que está, tudo se acaba na quarta-feira, como disse Vinícius.

Uma lei estadual, aprovada em 2008 (lei nº 8.904), sustenta a legalidade do ato, mas se perguntarem no que isso beneficia a sociedade, nem à custa de muito malabarismo verbal se consegue justificar, exceto pelo interesse das castas políticas que querem agradar um grupo, que atende pelo nome genérico de "evangélicos". A defesa da patrona da lei em favor do financiamento é fantasiosa e se apoia numa contrafação criada por ela mesma. Em suas palavras (Nov/2009): "Todos os anos a juventude evangélica se reúne numa manifestação artística e cultural, denominada retiro. O evento sempre fez parte das atividades do segmento evangélico, com a lei de nossa autoria aguardamos atenção especial por parte do Governo do Estado." Recuso-me a comentar o discurso da deputada em out/2009, quando defendia sua lei e as comparações que fez, quando disse que jovens saem da prostituição e drogas, apenas por causa destes "retiros culturais". Ei, você aí...!

Em todo caso, se me dissessem, há não mais que vinte anos, época em que realizar retiros era um desafio contra o entendimento geral, que dizia que no carnaval o fiel tinha duas opções: pregar a Palavra aos perdidos na folia de Momo ou ir à igreja, que não mudava sua rotina de cultos nem sob fogo cerrado dos blocos da Madre Deus à sua porta. Pois bem, eu não acreditaria. Já se vê que não tenho tino para profeta.

A mudança foi rápida e inexorável. O que a explica? Não foi certamente uma mudança teológica, esta, aparentemente, continua intacta, embora cada vez mais sem qualquer diálogo com a realidade, no caso da principal igreja beneficiada. Temos aqui algo mais escatológico. As águas vão rolar...

Que mal haveria a igreja receber dinheiro público para financiar seus "retiros culturais"? Desde que fosse uma iniciativa que recebesse ampla publicidade, para toda e qualquer igreja, com critérios claros - não aqueles regrados por acordos políticos ou leis fajutas - objetivos e resultados e prestação de contas do gastado. Tudo bem? Não. Ainda aí haveria um conflito insanável que os patrocinadores da invenção não querem nem de longe falar, pois para estes, no raso mesmo, se trata tão somente de estratégia política para alcançar objetivos eleitorais, é nisso que tudo se resume, ou alguém acha que andar em procissão com a governadora nos "retiros culturais" era um tipo de zelo para ver se o dinheiro estava bem empregado? Se vocês fossem sinceros...

Receber dinheiro público, no fim das contas, é o de menos. Será que ele é? O que está em curso, sem que haja qualquer resistência, é o aparelhamento da igreja, sem a menor cerimônia, para fins políticos. Desde que as igrejas, de modo geral, entraram na política, isso sempre aconteceu. Sempre foi vergonhoso, mas a coisa se limitava à imposição de candidatos e pedidos de voto no púlpito. Os tais "retiros culturais" são um passo adiante. Manipula-se, distorce-se e impõem-se uma particular compreensão - se quiserem entender assim - sobre uma atividade simples e comum da igreja, que sempre teve o propósito de descanso, estudo da Bíblia, oração, enfim, renovação espiritual, onde cabe, sim, brincadeiras, cânticos, até pequenas apresentações, mas que nunca pretenderam ser expressão artística de coisa nenhuma. Era e é lazer e ponto. O que se faz aqui é vestir a igreja com uma casca de banana nanica, como o fez a Chiquita Bacana lá da Martinica.

Qual será o próximo passo nesta escalada? Cultos temáticos como já é comum, mas com o objetivo de doutrinar sobre partidos e candidatos? Círculos culturais de oração? Quem será o patrono religioso destas empreitadas? Daniel? Sugiro Roboão, mas desconfio que não será aceito.

Nestes tempos sombrios, tempos de "mamãe eu quero mamar", em que os políticos protagonizam os piores escândalos, roubam, mentem, desviam milhões, fazem negócios sujos à luz do dia - o Maranhão não está isento desta mazela, como se sabe muito bem - à igreja caberia ser uma espécie de reserva moral, a defensora da ética na mais perfeita acepção da palavra, não porque os pastores e líderes não erram, mas porque seriam homens e mulheres, apesar de si mesmos, comprometidos com o que há de mais sublime em termos de aspiração humana, serem imitadores de Cristo. Se a canoa não virar...

Enquanto a igreja se encantar e deslumbrar com um protagonismo político tolo e inconsequente - em termos sociais, para ela haverá consequências funestas -, permitir que políticos dela ou de fora se imiscuam em seus negócios ou ela se introduza nas coisas mundanas em sua mais feia aparência, é de se perguntar se este não é um caminho para a mais absoluta irrelevância, filha da mornidão. Cuidado para que não se veja muito riso, muita alegria e, na igreja, mais de mil políticos no salão.

Viemos do Egito
E muitas vezes
Nós tivemos que (orar)
Allah! allah! allah, meu bom allah! Alalaôôôôô


Jornal Pequeno
21 de fevereiro de 2010
Eudes Oliveira de Alencar

CULTURA E ARTE EVANGÉLICAS?

Quero aqui postar uma materia de um grande jornalista Eudes Oliveira onde publicou um assunto relevante para nossos dias.

CULTURA E ARTE EVANGÉLICAS?

Leio com certo desconforto, aqui mesmo neste jornal (reportagem do dia 10/11/08), que a deputada evangélica Eliziane Gama (PPS), defendeu com bastante veemência, ante seus pares e na presença do Secretário de Cultura do Estado, o senhor Joãozinho Ribeiro, que os evangélicos devem também receber parte dos recursos que serão destinados ao carnaval, como forma de promover os retiros que realizam no mesmo período. Em suas próprias palavras: “Não seria justo o recurso orçado em até R$ 10 milhões para investimento de carnaval do Estado, e nada desse mesmo recurso ser utilizado nas manifestações de carnaval evangélicas”. Eis uma coisa que eu não sabia, que os retiros são uma espécie de carnaval. Incrível, nos vinte e tantos anos de vivência evangélica e uns tantos retiros nas costas, nunca me dei conta de que eram carnavais!

Há algo de muito errado no argumento da nobre deputada. Sei de movimentos evangelísticos durante o carnaval. Sei de blocos, isso mesmo, blocos carnavalescos evangélicos. Não sei se ainda existem, mas desfilaram na festa de Momo e enquanto o faziam, os dois representantes, um no Rio e outro em Curitiba, evangelizavam. Esta pelo menos, naquele momento, era a intenção.

Mas retiro-carnaval parece-me uma argumentação um tanto forçada, isto para não dizer totalmente equivocada. Até onde sei, eles se prestam para buscar momentos de intimidade com Deus, compartilhar alguns dias em comunidade com outros irmãos, descansar, participar de estudos bíblicos e coisas do gênero. É verdade, acontecem brincadeiras, esquetes, apresentações musicais, mas daí a requerer que estes momentos reservados de uma igreja seja uma demanda legítima para angariar fundos estatais para subvencioná-los como arte, vai uma longa distância.

O que seria arte evangélica? As manifestações musicais? Não há dúvida: a igreja é um celeiro de bons músicos, as orquestras e bandas populares estão cheias deles. Mas tem seu próprio mercado e até onde se sabe, vai muito bem, não digo na qualidade dos produtos. O teatro? Qual a peça evangélica que se destacou no último ano pelas suas qualidades técnicas, cênicas, etc?

Sim, qual arte é evangélica? Aqueles arremedos coreográficos que acompanham uma ou outra apresentação ou louvores em algumas igrejas? Tenha santa paciência. Que mais? Na pintura, na escultura, quem se diz evangélico e realiza tal arte assim chamada? Não há. Parece que a arte recusa-se a receber rótulos. A ruim não vinga e a boa, realizada por alguém de talento, qualquer que seja o tema que aborde, impõe-se sem precisar de adjutórios estatais. A boa arte, qualificada pelos seus próprios méritos de beleza, refinação estética, criatividade, esta sim, merece apoio e não precisa carregar um rótulo meritório que lhe dê dignidade, muito menos evangélico.

Temo pelo mau costume, pelo oportunismo, pelo critério que pode ocorrer de que alguém, por ser “artista” evangélico, faça jus a recursos públicos, algo como um sistema de cotas. Nada hoje se faz sem que o estado (municipal ou estadual) ponha a mão, digo, dinheiro e no final cada uma destas atividades são absolutamente inócuas em termos de impacto social/espiritual, apenas representa uma espécie de deleite pelos músculos que a igreja tem. É o gozo narcísico diante do espelho/multidão. Temo pela cumplicidade e promiscuidade que isso geraria (gera) com o estado. Temo pela perda de relevância e pertinência – já aconteceu, ou não?

Em sua fala, a insigne deputada menciona que “A cultura, em alguns momentos, converge com a religião”. Menciona o Tambor de Mina, a Festa do Divino em Alcântara. Então é isso? Se me permitem e impertinência, qual das igrejas evangélicas maranhenses, em suas manifestações, digamos, culturais como quer a deputada, merece equiparar-se às festas mencionadas? Não me ocorre que qualquer de nossas manifestações, que não ouso chamá-las de culturais, se qualifique e mereça o mesmo tratamento. Aliás, os evangélicos querem ser tombados? Ser participantes do patrimônio imemorial cultural do estado do Maranhão? Os argumentos apresentados sofrem de alguma confusão entre o que é arte e/ou cultura e ainda, qual a missão da igreja.

Não é de hoje, porém, que se discute o que seja arte. Sobre cultura, há relativa concordância. Mas pode ser que a deputada esteja falando de uma arte duchampiana. Em 1917, Marcel Duchamps, enviou sua “obra”, um urinol, ao qual intitulou “Fonte”, para a Associação de Artistas Independentes de Nova Iorque. Claro que causou espanto. Um urinol, arte? O artista defendia a ruptura completa com o padrão da época. Ninguém lhe diria que sua arte era arte, ele mesmo o faria, dando significado ao que não tinha. Pasmem: o urinol moldou nossa arte até hoje, daí porque o salão de arte moderna de São Paulo, este ano, tem uma ala inteira vazia, como vazia é a cabeça de seus perpetradores.

Sugiro à deputada a leitura de um clássico, “A Morte da razão”, do teólogo cristão Francis Schaeffer. A obra trata de arte e cultura no século XX e explica como o mundo ocidental se suicidou com atitudes como a de Duchamps e outros tantos, nas mais diversas áreas artísticas.

A proposta da deputada, entretanto, se reverte de problemas práticos e perigosos. Supondo que os retiros estejam recheados de arte de todo tipo, quem vai receber os recursos? Isto na casualidade do governo sentir-se chantageado pelo politicamente correto, que o obriga a agradar gregos e baianos. Pela mão de quem os recursos chegarão aos artistas que se amontoam escondidos em sítios, colégios, chácaras e outros que tais?

A Arte não deveria ser compartilhada com a comunidade? Na passarela do samba de triste figura? A deputada demonstrou preocupação porque estes eventos artísticos evangélicos acontecem no mesmo período do carnaval e por isso não recebe “destaque”. Não seria o caso, sugiro, de se fazer um carnaval evangélico fora de época? Antes da sexta-feira santa, por favor, assim temos tempo para uma quaresminha e que não falte uma quarta-feira de cinzas para expiar os excessos de arte.

Excelentíssima senhora deputada, com certeza, há causas mais nobres e necessitadas de quem as adote com desprendimento, alegria, e verdadeiro sentido de serviço que os políticos teimam em esquecer, porque quando o fazem, há que ter algum tipo de “lucro” diante do eleitorado.

É para dar crédito à iniciativa da deputada? A própria crê mesmo no que defende? Se acreditar, temo pela falta de rumo de seu mandato, se não, bom, melhor nem falar. O fato é que este fuzuê com a defesa de uma suposta cultura ou arte evangélica é triste, tanto mais porque, certamente, a manifestação do Reino pede outro tipo de investimento que não passa, de jeito nenhum, pela subvenção do estado, nem por aqueles que se dizem cristãos.

Sua preocupação com a Constituição é boa, mas esta não é a maior das dificuldades, sequer se nomeia entre os problemas de sua “cruzada”, posto que represente apenas um grande e monumental equívoco que é no que a maioria dos políticos cristãos se transformam neste país. Isto, sim, é o grande problema.



Jornal Pequeno
17 de novembro de 2008
Eudes Oliveira de Alencar